25 de Novembro de 1975

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Decorreu no passado dia 25 de novembro o descerramento da placa evocativa dos 40 anos do 25 de novembro de 1975.

A placa, colocada no muro do Regimento Lanceiros 2, sito na Calçada da Ajuda, o principal palco da ação militar do 25 de novembro de 1975, foi descerrada pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina e pelo Presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Ribeiro Rosa.

Esta iniciativa conjunta da CML e da Junta de Freguesia de Belém, contou com a presença do Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, dos Vereadores Catarina Vaz Pinto, Fernando Seara, António Prôa e João Pedro Gonçalves Pereira, dos deputados à Assembleia da República José Matos Rosa (Secretário-Geral do PSD), Telmo Correia e Filipe Anacoreta Correia, de representantes dos 3 ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança, bem como de outras entidades civis, militares e público em geral.

Foi um marco importante não só na vida do País, como da Cidade de Lisboa e da Freguesia de Belém, pelo que a Junta de Freguesia de Belém orgulha-se de ter sido palco da primeira celebração em Lisboa que permitiu criar um marco físico que assinale este dia, para memória futura!

 


 

Discurso do Presidente da Junta de Freguesia de Belém, Fernando Ribeiro Rosa, no descerramento da placa evocativa dos 40 anos do 25 de Novembro de 1975
 

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina, Senhor Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Dr. Pedro Mota Soares, Senhores Deputados à Assembleia da República, Senhores Representantes dos três ramos das Forças Armadas, Senhores Representantes da GNR e PSP, Senhores Vereadores, Presidentes de Junta de Freguesia e Deputados Municipais, Senhores Membros da Junta e da Assembleia de Freguesia de Belém, Senhores Representantes das Entidades civis e militares aqui representadas.

Minhas Senhoras e Meus Senhores

Quando o Vereador João Pedro Gonçalves Pereira me falou na intenção de propor na Câmara Municipal de Lisboa a comemoração oficial do quadragésimo aniversário do 25 de Novembro, referi-lhe que a Junta de Freguesia de Belém tinha em curso a preparação de uma cerimónia evocativa dessa data.

Nessa sequência, e após algumas conversas com o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Fernando Medina, e restante vereação, foi decidido a organização conjunta desta cerimónia pela Junta de Freguesia de Belém e pela Câmara Municipal de Lisboa.

Minhas Senhoras e Meus Senhores

A transição para o regime democrático verificada em 25 de Abril de 1974 representou o início de um novo ciclo social e político, abrindo portas a uma nova organização do Estado, a uma nova orientação política e à construção de ideais assentes na liberdade.

As transições de regimes nunca são fáceis, lineares ou sem percalços.

São movimentos conturbados, por vezes contraditórios e sempre agitados.

São momentos em que se define o futuro de uma Nação, sendo que este futuro tem uma panóplia de opções que têm de ser decididas num ambiente instável, quente e emotivo.

Não foi diferente em Portugal após Abril de 1974.

A disputa pela definição do modelo político foi acesa, ardente mesmo em alguns casos, violenta e trouxe a terreiro significativas diferenças de visão e de opções políticas.

Esta disputa colocou em oposição não só os actores políticos e militares, mas também os cidadãos. Enquanto que em 25 de Abril de 1974 a intervenção coube aos militares que derrubaram o antigo regime, no período que se seguiu a esta data, generalizou-se o envolvimento da sociedade em todo o País.

Foram tempos difíceis, de debate mas também de construção. Construção de um País que se quis moderno, livre, plural e não autoritário – logo, democrático.

Para que estes princípios se consolidassem na nossa democracia, foi fundamental a acção militar que se desenrolou no dia que hoje celebramos, o dia 25 de Novembro de 1975.

Passados 40 anos, conseguimos aferir cada vez com mais clareza a essencialidade deste dia para a história moderna, sendo hoje reconhecido que as duas datas se igualam em importância.

Se a primeira, 25 de Abril de 1974, significou a transição de regime, a segunda, 25 de Novembro de 1975, consagrou a democracia como pilar basilar, a liberdade plena como inalienável dos nossos princípios e o pluralismo como fonte de riqueza democrática e social.

A não capitulação de Portugal à lógica de regimes não democráticos – logo não livres e não plurais – fez com que pudéssemos encarar o futuro com uma perspectiva de justiça social, desenvolvimento económico e liberdade de expressão em todos os domínios.

A homenagem que hoje aqui fazemos aos militares e políticos que fizeram o 25 de Novembro de 1975 é, portanto, por demais justa.

Foram corajosos, audazes e bravos. Não deixaram, mesmo por vezes com o risco da sua própria vida, de lutar por aquilo em que acreditavam. A eles devemos não terem desistido e sem eles não seria possível estarmos aqui hoje, livremente, a celebrar a democracia na sua mais elementar característica: a liberdade de expressão.

É, portanto, a estes militares e políticos que a Cidade de Lisboa e a Freguesia de Belém aqui hoje prestam homenagem, agradecendo-lhes simbolicamente através do descerrar desta placa evocativa do dia 25 de Novembro de 1975, mas também agradecendo-lhes todos os dias com os actos democráticos, plurais e livres que fazemos questão de colocar na nossa ação coletiva.

Muito Obrigado


Belém, 25 de Novembro de 2015

 


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